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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Robert Crumb livro “Blues” lançado no Brasil


Desenhista resgata lendas do Blues em livro Robert Crumb tem lançado no Brasil o livro “Blues”, onde resgata as raízes da música negra norte-americana moderna.

O quadrinista norte-americano Robert Crumb é uma lenda da contracultura dos anos 1960. No entanto, ele nunca foi muito fãs da música produzida naquele período tão badalado da cultura ocidental. Sua paixão musical, fica mais localizada no passado, mais especificamente nas décadas de 1920 e 30. E foi para homenagear seus ídolos desta época que ele criou o livro “Blues”, reeditado recentemente no Brasil pela editora Conrad.

Grande pesquisador do blues, Crumb reconta através da utilização de documentos históricos e coletas orais, a história do desenvolvimento da música americana da região de Mississípi, Nova Orleans e Texas. “Sempre me interessei pela música dos anos 1920. Quando criança, eu a escutava nos filmes antigos e sempre gostava, não sei por quê”, explica o próprio autor prefácio da obra.

Aos 73 anos, Crumb é influência capital em trabalhos de nomes como Angeli e Laerte, aqui no Brasil.

“Blues” segue uma tendência que vem tomando conta do trabalho do artista nos últimos anos: Lançar livros com um toque mais pessoal. Em 2009, por exemplo, ele desenhou todo o Livro de “Gênesis”, da Bíblia.

Agora, reconta de maneira comovida a história de personagens como Charley Patton, Tommy Grady, Jelly Roll Morton e outros que a história fez questão de esquecer. “Robert Crumb é o historiador confiável da América. Seu eterno romancista. O pintor das estações. Um homem contra os enganos materiais”, elogia a jornalista e uma das maiores especialistas em Crumb no Brasil, Rosane Pavan.

Toda a obra traz uma veia anti mercadológica, como se o autor fizesse questão de frisar que o talento de cada um seus personagens reais se desse pelo não envolvimento com as regras da indústria da música. “Toda essa música antiga foi sendo enterrada debaixo de sucessivas camadas de modas musicais, cada uma sobrepondo a anterior. Essa herança se perdeu, submersa sob a areia do deserto, a exemplo das cidades perdidas.

A cultura moderna é assim. Há tamanha pressão para vender as novidades que aquilo que as precede acaba sendo sepultado sem remorso”, reclama Crumb, antes de declarar seu amor pela música popular das camadas sociais mais baixas. “Não tenho interesse por aquilo que chamo de arte aristocrática. As artes populares me agradam muito mais”.

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