12 janeiro 2023

O ROCK PROGRESSIVO

O progressivo foi a mais reverenciada e a mais odiada forma de rock





O rock progressivo foi uma das principais correntes musicais que influenciaram o rocknroll nos anos 60 e 70. Além de ser um marco na história do rocknroll, o rock progressivo também foi responsável por trazer várias inovações ao gênero.

O rock progressivo foi um grande marco na evolução dos músicos e instrumentos, bem como na harmonia da música. Ele permitiu que os músicos se aprofundassem na complexidade dos acordes, ritmos e melodias.

Também permitiu que músicos explorassem mais as possibilidades musicais, o que resultou em novas formas de música e progressões harmônicas.


Uma evolução contestada e amada ao mesmo tempo


O rock progressivo foi, ao mesmo tempo, a mais reverenciada e a mais odiada forma de rock dos anos 70. Em uma palavra, o rock finalmente evoluía. Para isso, os músicos iam na direção contrária do RocknRoll original.

Pegaram a deixa de Bob Dylan e transformaram as letras de rock em plataformas para ideias, e não para descrições de relacionamentos juvenis.


Músicos de grande talento e dedicação


A implicação óbvia desse delírio autoindulgente de grandeza é que qualquer músico disposto a tocar numa banda de ‘prog rock’ precisava ser, na prática, um virtuose para garantir, principalmente ao vivo, a competência técnica necessária exigida por uma sinfonia eletrônica de 20 minutos ou mais de duração.

O progressivo tinha predileção especial por instrumentos inusitados no rock, como o mellotron , a flauta transversal, as guitarras de dois braços e os sintetizadores analógicos, como o cultuado Moog.

O problema é que também era virtualmente inacessível, em todos os sentidos, para qualquer garoto pobre que, como o, Street Fighting Man dos Stones, só quisesse tocar numa banda de rock and roll.


O preço da elitização


O rock progressivo foi aniquilado comercialmente, assim como um herdeiro do punk, o grunge, varreria do mapa, anos mais tarde, as bandas de hair metal.

Depois de viver seu breve momento de glória, entre 1966 e 1976, o ‘prog’ voltou a ser venerado por bandas populares na cena alternativa, como o Ozric Tentacles, nos anos 80/90, e o Porcupine Tree, dos anos 90 até hoje.

O que durante algum tempo vitaminou o alcance nada desprezível do rock progressivo, um fenômeno tipicamente britânico, foi sua enorme influência sobre músicos de outros países.

No Brasil, quase todo o rock que se produziu na primeira metade da década de 70 vinha com o orgulhoso carimbo de progressivo.

O ‘prog’ não desapareceu, mas se renovou em contato com o pop, o alt-rock, o psicodelismo e o gótico.

Não há mais inovadores alucinados como Keith Emerson esfaqueando teclados Hammond com adagas de verdade.

Mas enquanto houver aparelhos de som Bang & Olufsen, fones de ouvido Sennheiser e reedições em vinil de 180 gramas de Brain Salad Surgery com a capa original, haverá ‘prog rock’.





20 álbuns conceituados de Rock Progressivo:
1. King Crimson: In the Court of the Crimson King (1969)
2. Yes: Tales from Topographic Oceans (1973)
3. Emerson, Lake and Palmer: Brain Salad Surgery (1973)
4. Genesis: Foxtrot (1972)
5. Jethro Tull: Thick as a Brick (1972)
6. Pink Floyd: Wish You Were Here (1975)
7. Can: Future Days (1973)
8. Van Der Graaf Generator: Still Life (1976)
9. Gentle Giant: In a Glass House (1973)
10. Tangerine Dream: Stratosfear (1976)
11. Focus: Moving Waves (1971)
12. Moody Blues: Every Good Boy Deserves Favour (1971)
13. Mike Oldfield: Incantations (1978)
14. Ozric Tentacles: Strangeitude (1991)
15. Curved Air: Air Conditioning (1970)
16. Soft Machine: Third (1970)
17. Porcupine Tree: Lightbulb Sun (2000)
18. Rush: Hemispheres (1978)
19. Renaissance: Ashes are Burning (1973)
20. The Mars Volta - Frances the Mute (2005)