20 agosto 2023

THE ELECTRIC PRUNES

The Electric Prunes: Psicodelia e Experimentação nos Anos 60



The Electric Prunes: Psicodelia e Experimentação nos Anos 60


No cenário efervescente dos anos 60, uma banda americana emergiu com um som que desafiava as convenções e explorava os limites da música.

Os Electric Prunes, conhecidos por seu som psicodélico e estilo experimental, deixaram sua marca na história do rock.

Vamos mergulhar na jornada musical dessa banda única, desde suas origens como músicos de estúdio até seu sucesso e desafios internos.



O Surgimento dos Electric Prunes


Os Electric Prunes tiveram origens humildes, inicialmente formados como um grupo de músicos de estúdio.

Os Electric Prunes foram descobertos por um agente imobiliário que ouviu eles ensaiando em uma garagem e os apresentou a um engenheiro de som da RCA Studios, David Hassinger.

Hassinger foi o responsável por produzir os primeiros discos da banda e trazer compositores profissionais para fornecer as músicas.

Contudo, não demorou muito para que eles se destacassem e conquistassem seu próprio espaço na cena musical.

Foi com sua música icônica “I Had Too Much to Dream (Last Night)” que eles capturaram a atenção do público e alcançaram o topo das paradas nos Estados Unidos.


the-eletric-prunes-i-had-too-much-to-dream


O Som Psicodélico e Experimental


A característica mais marcante dos Electric Prunes foi a maneira como eles incorporaram elementos psicodélicos e experimentais em sua música.

Com melodias intrincadas, arranjos inovadores e letras que desafiavam a norma, a banda criou um som que era, ao mesmo tempo, cativante e desconcertante.

Suas músicas muitas vezes nos levam a uma viagem sensorial, explorando novas fronteiras do que o rock poderia ser.

A banda não era muito adepta ao uso de drogas alucinógenas, apesar de seu som psicodélico.

Segundo o vocalista James Lowe, eles não tinham condições de ficar chapados, pois tinham que cuidar de tudo sozinhos, sem uma equipe de apoio ou um ônibus de turnê.



Discografia


Ao longo da década de 60, os Electric Prunes lançaram uma série de álbuns notáveis que contribuíram para a evolução do rock.

A banda foi convidada a participar da trilha sonora do filme Easy Rider, um clássico do cinema contracultural dos anos 60.

Eles gravaram uma música chamada “Kyrie Eleison”, que foi usada na cena em que os protagonistas entram em um cemitério de Nova Orleans.

Títulos como “The Electric Prunes”, “Underground” e “Just Good Old Rock and Roll” refletiam sua diversidade musical e vontade de experimentar.

A banda se envolveu em um projeto ambicioso e controverso: gravar uma missa latina em rock psicodélico.

O álbum, chamado Mass in F Minor, foi concebido pelo produtor e arranjador David Axelrod, que usou músicos de estúdio para executar suas composições complexas.

Apenas dois membros originais da banda participaram do álbum, que foi lançado sob o nome dos Electric Prunes sem o consentimento deles.

Embora tenham enfrentado desafios internos e mudanças na formação, a música da banda permanece como um testemunho duradouro da era psicodélica.


the-eletric-prunes-hey-mr-president


Desafios e Legado


Infelizmente, conflitos internos e dificuldades em manter a coesão levaram os Electric Prunes a se separar em 1970.

No entanto, seu legado não foi apagado pelo tempo. Sua influência continua a ressoar na música psicodélica e no rock experimental, e suas músicas ainda encontram um lugar nos corações dos fãs de música alternativa.

A banda se reuniu em 1999, após quase três décadas de separação. Eles lançaram novos álbuns e realizaram grandes turnês, mantendo seu espírito experimental e criativo.

Estados Unidos: The Electric Prunes tocou em Nova York, no festival Cavestomp! 2001, com outras bandas de rock dos anos 60, como The Creation, The Downliners Sect e The Kaisers.

Eles também tocaram em Las Vegas, no Cannerystock 2008, com Vanilla Fudge, The Cowsills e outros.

Além disso, eles fizeram shows em Washington, D.C., Chicago, Illinois e Peoria, Illinois.

Reino Unido: Eles tocaram em Londres, no Royal Festival Hall, como parte do festival Meltdown 2001, organizado por Robert Wyatt.

Eles se apresentaram em Liverpool, no Cavern Club, o lendário local onde os Beatles começaram sua carreira.

França: Se apresentaram em Paris, no La Maroquinerie, um clube de música alternativa.

Alemanha: O show em Berlim, no White Trash Fast Food, um restaurante e bar com música ao vivo.

Itália: Eles tocaram em Roma, no Circolo Degli Artisti, um centro cultural e artístico.

O baixista Mark Tulin faleceu em 2011, mas a banda continua na ativa até hoje, liderada por James Lowe.


the-eletric-prunes-stockholm67


Conclusão


Os Electric Prunes podem ter tido uma jornada tumultuada, mas seu impacto na história do rock é indiscutível.

Sua busca por sons inovadores e experimentais os elevou a um status lendário na cena musical dos anos 60.

Enquanto os anos passam, sua música permanece como um lembrete atemporal da era psicodélica e de uma banda que se atreveu a desafiar as fronteiras do possível no mundo da música.




Nenhum comentário: